Menu:

Últimas Notícias

www.indymedia.org

Projetos da Rede Global
impresso
rádio
tv (newsreal)
vídeo

Tópicos
biotecnologia

África
áfrica do sul
ambazônia
estreito de gibraltar
ilhas canárias
nigéria
quênia

América Latina
argentina
bolívia
brasil
chiapas (mex)
chile
chile, sul
colômbia
equador
méxico
peru
porto rico
qollasuyu (bol)
rosário (arg)
santiago (chi)
tijuana (mex)
uruguai
valparaíso (chi)
venezuela

América do Norte
canadá

hamilton
maritimes
montreal
ontário
ottawa
quebec
thunder bay
vancouver
victoria
windsor
winnipeg
estados unidos
arizona
arkansas
atlanta
austin
baía de são francisco
baía de tampa
baltimore
binghamton
boston
búfalo
carolina do norte
charlottesville
chicago
cleveland
colorado
columbo
danbury, ct
estados unidos
filadélfia
hampton roads, va
havaí
houston
hudson mohawk
idaho
illinois, sul
ítaca
kansas city
los angeles
madison
maine
massachusetts, oeste
miami
michigan
milwaukee
mineápolis/st. paul
nova hampshire
nova iorque
nova jérsei
nova orleans
novo méxico
oklahoma
omaha
pittsburgh
portland
richmond
rochester
rogue valley
saint louis
san diego
santa bárbara
santa cruz, ca
são francisco
seattle
tallahassee
tennessee
texas, norte
urbana-champaign
utah
vermont
washington, dc
worcester

Ásia
burma
índia
jacarta (ins)
japão
manila (fil)
mumbai (ind)
quezon (fil)

Europa
alemanha
alicante (esp)
andorra
antuérpia (bel)
armênia
atenas (gre)
áustria
barcelona (esp)
bélgica
belgrado (scg)
bielorrússia
bristol (ing)
bulgária
chipre
croácia
escócia
estreito de gibraltar
euskal herria/país basco
flandres ocidental (bel)
flandres oriental (bel)
galiza
grenoble (fra)
holanda
hungria
irlanda
istambul (tur)
itália
la plana (esp)
liege (bel)
lille (fra)
madri (esp)
malta
marselha (fra)
nantes (fra)
nice (fra)
noruega
paris/ilha-de-frança (fra)
polônia
portugal
reino unido
romênia
rússia
suécia
suíça
tessalônica (gre)
toulouse (fra)
ucrânia
valência

Oceania
adelaide (aus)
aotearoa/nova zelândia
brisbane (aus)
burma
darwin (aus)
jacarta (ins)
manila (fil)
melbourne (aus)
oceania
perth (aus)
quezon (fil)
sydney (aus)

Oriente Médio
armênia
beirute (lin)
israel
palestina

Processo
discussão
faq da indymedia
fbi/situação legal
listas de discussão
processo & docs
técnico
voluntários

Assuntos

Eventos [8]
Na Luta! [9]
Repressão [6]
Ambiente [5]
Povos Originários [2]
Corrupção [1]
General [2]
Arquivos [0]

Links


Princípio Ativo-POA

Narco News

Passe Livre

Rádio Livre

Editora Deriva

Subverta!

General

Syndicate

RSS 0.90
RSS 1.0
RSS 2.0
Atom 0.3

Version:

andreas01 v1.3

I Colóquio de Educação Libertária - 100 Anos da Morte de Francisco Ferrer

antenanegra | 06 October, 2009 17:10

Posted in Eventos . Comment: (0). Trackbacks:(0). Permalink

DIPLOMA DE JORNALISTA É PERFUMARIA

cmipoa | 23 June, 2009 14:44


MANIFESTO CONTRA A HIPOCRISIA

        O diploma não está ameaçado porra nenhuma. Acabou. Não é por acaso que a Rede Globo garante que continuará prestigiando as escolas de “comunicologia” e que, por outro lado, irá abrir espaço a especialistas de outras áreas. O PRBS, também, promete que vai continuar valorizando os cursinhos da perfumaria. É só uma flexibilização. A ditadura midiática ganha “ares de diversidade”. A medida não altera porra nenhuma em termos da produção das atuais ”informações ficcionais”, dos releases das assessorias de imprensa. Associar “qualidade da informação” com diploma é deboche. Até mesmo na história recente de Zerolândia esta associação é piada. Uma redação com hegemonia de profissionais sem diploma era dirigida pelo Lauro Schirmer. Dava para ler. Uma redação hegemonizada pelos com diploma e direção de Marcelo Rech vai para história do lixo.
       Ninguém diz nada sobre a conjuntura em que o diploma foi criado. Assim, como ninguém diz nada sobre a conjuntura atual, a do fim do diploma. É preciso, no entanto, assinalar a característica básica dos dois momentos: ditadura militar e ditadura midiática. Absoluta falta de democracia. Ditabrandas. O MST pode dizer algumas coisas interessantes sobre o tema. Na militar, as redações eram “controladas” por intelectuais de esquerda. A ditadura precisava de “profissionais” com outro perfil. No começo foi quase impossível. A meninada (com o diploma) mandava “bala” contra a ditatura. E os “velhos” jornalistas prestigiavam. No mínimo faziam vistas grossas. Na atualidade, o fim do diploma “flexibiliza” e reforça os cursinhos técnicos de comunicologia. Uma adeguação ao Deus Mercado. A grande novidade - e a mídia corporativa precisa - será a formação de showrnalistas especializados na transmissão de infográficos online. Ou de “especialistas” em segurar microfone. Isso tudo é uma grande piada. 
       Está aberta, no entanto, a possibilidade de implodirmos com os cursos de “comunicologia”, pela esquerda. Está aberta a possibilidade de formação de JORNALISTAS marginais, subversivos e da periferia. Este cursos populares darão prioridade à formação do caráter. Não esquecendo, é claro, que a esquerda  sabonete é um zero à esquerda. Uma idéia anarquista. Em 20 anos de Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS) nunca tive um aluno negro que não fosse africano. Não tive em aula um estudante de JORNALISMO morador da Lomba do Pinhero (periferia de PA). Estamos de olho na possibilidade de construção de ESCOLAS DE JORNALISMO na periferia. Currículo de Agiprop (agitação e propaganda). Contra o sistema. Luta de classes existe, sim. O “showrnalismo” que a mídia corporativa faz ficará “melhor”. Zerolândia ficará melhor “qualificada”. Especialistas (não diplomados) poderão brilhar. 
       Comecei na profissão com Marcos Faerman (Marcão), trabalhei com Pilla Vares, João Aveline e José Onofre; tive aulas de marxismo e de jornalismo com Marco Aurélio Garcia, criador do primeiro Caderno de Cultura de ZH; também tive algumas lições de jornalismo com Jefferson de Barros. JORNALISTAS eram intelectuais e de esquerda. O diploma que predominava era o de advogado. Nenhum jornalista da República de Livramento (Bicudo e outros) tem diploma. Acho que o Trindade e o Vieira também não. Boa parte da redação da Folha da Manhã, da Caldas Junior, não tinha diploma. O decreto que cria a habilitação em Relações Públicas, dentro dos cursos de “comunicologia”, foi assinado pelo Jarbas Passarinho e o Delfim Neto. Não consegui o registro por ter passado uma temporada na cadeia. Fui obrigado a fazer a faculdade. Tenho o tal do diploma. Sou professor por um descuido do sistema. 
       Os atuais cursinhos técnicos de “comunicologia” continuarão formando o pessoal que é treinado para escrever 30 linhas. (ponto) Bons de telefone. (ponto) Ou então com qualificação para buscar release na Secretária de Segurança Pública. (ponto). Para os que possuem o DNA da profissão o diploma é um detalhe. E quando não existia Internet o cara “cascateava” e não tinha como denunciar. A informação ficava restrita ao meio profissional. Agora, o cara “cascateia” e um blogueiro (não showrnalista) denuncia e é processado. A rede de conivências corporativas é silenciosa. Só faz estardalhaço na defesa da “liberdade de imprensa”, deles. Os atuais “showrnalistas”, todos diplomados, são e continuarão sendo cartógrafos do sistema. Mapeadores serviçais das elites. Nenhum dos 30 melhores alunos que tive em 20 anos de Fabico trabalhou em Zerolândia, poucos andaram (passagens rapidíssimas) por outros veículos da mídia  corporativa e todos, literalmente todos, exercem a profissão comprometidos com a vida. Acho que dei minha contribuição na formação destes JORNALISTAS. Para todos eles o diploma foi um detalhe. Uma imposição burocrática e autoritária. Quase sempre de professores que não deram certo na profissão. Ou de acadêmicos que nunca passaram nas proximidades de uma redação.
        Professores qualificados com o dinheiro público (mestrado e doutorado), com pouco tempo de serviço nas salas de aula das instituições públicas, hoje aposentados, trabalham nas particulares. E, estranhamente, professores que passaram grande parte de suas vidas lecionado nas universidades privadas acabam se aposentando pelas instuições públicas. Concursados, é claro. É a rede. Sim, a rede de conivências corporativas.
       O que vai contecer? Não sei. A todos os piratas, hackers e anaquistas  e loucos, de um modo geral, desejo sucesso na multiplicação dos espaços de liberdade. A clandestinidade exige atenção, humildade, intuição e pode ser o caminho para o exercício do JORNALISMO com o velho sentido da profissão. Propomos a multiplicação de planfletos eletrônicos. A realização de bacanais. De orgias eletrônicas planfletárias contra o sistema. Pela realização dos prazeres criminosos e ilegais. Abandonamos a idéia dos piquetes. O melhor é vandalizar. Não significa porra nenhuma protestar. Queremos atos de desfiguramento. Não aceitamos os estúpidos disperdícios como, por exemplo, a imensa quantidade de papel gasto em jornais de merda. Lutamos pela destruição dos símbolos dos impérios da “comunicologia”. Zerolância é criminosa. Aliena. O diploma não está ameaçado porra nenhuma. Nunca esteve. Acabou. (ponto) Fotografem a miséria conversando com os miseráveis. Aprendendo com eles. Pela ação dos marginais, dos que estão à margem, avançamos contra a barbárie.
       Jornalistas, como agentes da subversão, nunca se inscrevem para concorrer a prêmios. E muito menos ainda para o Prêmio Ari-Gó. Não são os “showrnalistas” que são premiados, mas as empresas para quais vendem  a alma. É tudo matéria 500. É parte da política de relações públicas. A Esso criou o Repórter Esso para combater a campanha do Petróleo é Nosso. E o “camarada” Lula poderá ser presidente do Banco Mundial.
        Viva Hélio Oticica e os parangolés!!!  Queremos tudo Zensentido. Glauber Rocha não tinha diploma de porra nenhuma. E, assim, ameaçava a burguesia. Como dizia o velho guerreiro Chacrinha: “quem não se comunica se trumbica”.               

                        Mil desculpas
                        se às vezes
                                perco o ímpeto
                        radical
                                       Da raiz
         PALAVRAS como estiletes
                                    CORTANTES. 

Posted in Na Luta! . Comment: (0). Trackbacks:(0). Permalink

Marcha da Maconha Porto Alegre

cmipoa | 11 May, 2009 23:16

Sábado (09-05-2009)

 

Uma das manifestações mais esperadas do ano, a Marcha da Maconha, aconteceu no último sábado em Porto Alegre no Parque Redenção, com a concentração às15h. A marcha reuniu 500 manifestantes para pedir a legalização do uso da erva, superando às espectativas de muitos. Este foi o primeiro ano que foi permitido pela justiça a realização da marcha. No ano passado, os membros do coletivo Princípio Ativo organizaram uma intervenção urbana, pois o habeas corpus preventivo garantindo a manifestação sobre o assunto só foi concedido um dia antes da data.

Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4

Organizada pelo coletivo Princípio Ativo, a marcha saiu às 15h30min do Monumento do Expedicionário, fazendo a volta no chafariz da Redenção e voltando ao ponto de partida. Neste pequeno espaço de tempo, os ativistas demonstraram seu repúdio à atual política repressiva às drogas adotada pelo governo brasileiro. A manifestação foi pacifica, aos gritos "Chega de morte, chega de prisão, queremos já a legalização", os manifestantes construíram um diálogo com a população da cidade. Os manifestantes realmente fizeram história nesse dia, quebrando preconceitos e mostrando visões diferentes em lidar com a questão das drogas.

 

Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 fiiuji

O número de veículos de imprensa que se encontrava no momento foi incrível. Mais incrivelmente ainda, foi a inexistência de matérias nos jornais televisivos e escritos, salvos pequeníssimas resenhas, diminuindo o evento. "Acontece que a marcha ocorreu de tal maneira que era praticamente impossível falar dela sem falar bem", diz um dos organizadores. Este episódio serve para mostrar como são manipuladas as noticias pela grande mídia de modo a passar uma visão específica da realidade e esconder o que não é do interesse da linha ideológica da empresa a ser mostrado. Numa época em que a mídia corporativa faz seu papel histórico de aterrorizar a população a respeito das drogas passando uma visão incompleta e superficial da questão sem se chegar a raiz do problema, ocorrer uma manifestação como essa que propõe uma mudança da política sobre drogas é encarado como uma ameaça ao objetivo dessas empresas e os setores da sociedade que elas estão ligadas. A mídia alternativa então mostra a sua importância, pois é a única fonte alternativa à mídia corporativa. O Princípio Ativo está produzindo um vídeo da marcha, agrupando filmagens de diversas pessoas e editando, com previsão de lançamento ainda essa semana. Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4

 

lpl

punk_free_hemp

principio-ativo - blog

Posted in Na Luta! . Comment: (0). Trackbacks:(0). Permalink

Ação Pró Palestina em Alegrete

cmipoa | 04 January, 2009 12:31

Enquanto Israel promove abertamente o terrorismo de estado, do qual a ONU e a Comunidade Internacional são cúmplices, Alegrete se manifesta.

A cidade Natal do Primeiro embaixador da Organização das Nações Unidas, Osvaldo Aranha (principal articulador da criação do estado de Israel em 1945), iniciou o ano repudiando a guerra terrorista de Israel contra o povo palestino em um ato simbólico.

Um dos vários bustos do diplomata que existe na cidade amanheceu com um saco manchado de vermelho na cabeça. O Vermelho que representa o sangue palestino derramando em anos de guerra escorreu sobre as inscrições: "OSVALDO ARANHA, CRIADOR DE UMA GUERRA" e "PALESTINA LIVRE".

Como era de se esperar, o ato foi classificado como vandalismo pela mídia local que, atuando de acordo com os interesses da elite da cidade, sempre se empenhou em escamotear todas as manifestações de cunho político que surgem na cidade.

Posted in Na Luta! . Comment: (0). Trackbacks:(0). Permalink

Indígenas ocupam Funai em Passo Fundo e exigem demarcação

cmipoa | 27 November, 2008 08:56

Indígenas Kaingang das comunidades do Morro do Osso (em Porto Alegre), Lajeado, Farroupilha e em Iraí exigem a criação de Grupos de Trabalho (GTs) para fazer o laudo técnico das terras a fim de avançar no processo de demarcação. Atualmente, existem 15 acampamentos Kaingang no RS. 

Porto Alegre (RS) - Noventa indígenas da etnia Kaingang ocuparam a administração regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) na cidade de Passo Fundo, no Norte no Estado. Eles estão no local desde a terça-feira (25) de manhã e exigem a criação dos Grupos de Trabalho (GTs) para fazer o laudo antropológico de quatro áreas, a fim de iniciar o processo de demarcação.

O integrante do Movimento de Resistência Indígena (MRI), Augusto da Silva, conta que em Abril de 2007 a Funai fez uma reunião em Passo Fundo com lideranças para dar andamento à criação de três GTs para cuidar das áreas Kaingang. Diversos encontros foram feitos, mas até hoje os grupos não foram criados.

"A luta das lideranças é a criação de GTs [Grupos de Trabalho] para fazer o laudo antropológico dessas terras. Se o laudo comprovar que as terras são de ocupação tradicional, as terras vão ser demarcadas", diz.

A direção da Funai em Brasília deve se pronunciar sobre as reivindicações. Os indígenas aguardam um documento que estaria sendo enviado para a administração de Passo Fundo a fim de acelerar o processo do laudo. De acordo com a administração regional do órgão, o grupo que realizará o estudo ainda está sendo contratado.

Augusto afirmou que os indígenas somente deixarão o prédio da Funai se o documento que vier de Brasília avançar nas reivindicações.

"Enquanto não houver uma resposta positiva em relação às nossas terras, não vamos sair da Funai de Passo Fundo", afirma.

As terras indígenas reivindicadas são as do Morro do Osso, em Porto Alegre, Lajeado, Farroupilha e Iraí. Atualmente, existem 15 acampamentos Kaingang que esperam demarcação de suas terras no Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência Chasque

Posted in Povos Originários, Na Luta! . Comment: (0). Trackbacks:(0). Permalink

Pontal do estaleiro é aprovado

cmipoa | 13 November, 2008 11:57

Porto Alegre (RS) – Nesta quarta-feira (12), foi aprovado o projeto Pontal do Estaleiro por 20 votos favoráveis e 14 contrários na Câmara Municipal de Porto Alegre, na Capital gaúcha. Agora, o projeto será avaliado pelo Executivo.

O projeto de lei complementar nº 006/2008 altera a lei 470/2002, que define o regime urbanístico na área do antigo Estaleiro Só, na orla do Guaíba. O Pontal do Estaleiro prevê a construção de quatro prédios residenciais com 12 metros de altura cada um, com estacionamento subterrâneo, um edifício comercial de 12 andares com 195 salas e um flat também de 12 andares, com 90 apartamentos.

Movimentos sociais e entidades ambientalistas repudiam a aprovação do projeto, que para eles vai ser o pontapé inicial da privatização da orla do Guaíba, que deve ser pública. Além disso, o empreendimento vai causar impactos ambientais e urbanísticos na região. Paulo Guarnieri, do Fórum Municipal de Entidades, avalia que a mobilidade urbana vai ser a mais afetada.

“Na Ponta do Melo é um gargalo viário dos mais estreitos de Porto Alegre, tem de um lado o morro e do outro, o rio. Botando 1.500 estacionamentos e mil apartamentos em cima da Ponta do Melo, nós vamos estrangular a cidade e a única opção que vai restar é aterrar o rio para dar acessibilidade ao povo ”, diz.

Os vereadores que se posicionaram a favor do projeto defendem que o Pontal do Estaleiro vai trazer desenvolvimento para a cidade. O vereador Alceu Brasinha (PTB), autor do projeto, afirma que o empreendimento vai revitalizar a orla do Guaíba, hoje abandonada pelo poder público.

“O projeto é bom, eu queria que tivessem mais três, quatro Pontal do Estaleiro para construir, porque tem coragem de investir um dinheiro para levar Porto Alegre na frente, cada vez mais. Mas Porto Alegre não pode, por quê? Porto Alegre tem que avançar”, diz.

No entanto, vereadores contrários ao projeto apontam que a construção dos prédios residenciais não está prevista no Plano Diretor da cidade. Eles entendem que é ilegal alterar uma lei municipal em favor de um empreendimento. Por isso, votaram pelo adiantamento da votação e defenderam a realização de um plebiscito para que a população pudesse participar da decisão. Porém, ambas medidas não foram aceitas pelos demais vereadores.

Segundo o vereador Guilherme Barbosa (PT), o projeto também é ilegal, porque deveria ter sido proposto pelo Executivo para depois entrar em votação na Câmara de Vereadores. E não ao contrário, como aconteceu.

“O artigo 62 do Plano Diretor Urbano e Ambiental diz explicitamente: projeto de impacto segundo nível, como esse, deve ser encaminhado pelo Executivo, depois dos conselhos municipais ligados ao assunto. Não tem nenhum estudo, nem posição de conselho”, diz.

Com a aprovação do projeto, o presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Rodolfo Mohr, garantiu que os estudantes e entidades vão pressionar o Executivo para que o Pontal do Estaleiro não seja aprovado pelo prefeito José Fogaça.

“As medidas são para ganhar tempo, porque o principal é informar a população de Porto Alegre, reverter a opinião pública e promover o desgaste desses que só governam e legislam em prol dos grandes empresários”, diz.

Fonte:Agência Chasque

Veja mais sobre:Diário Gauche

Posted in Ambiente . Comment: (0). Trackbacks:(0). Permalink

ReQuebrando a Consciência - Porto Alegre, 09 de Novembro de 2008

cmipoa | 06 November, 2008 09:56

09/11/08 – Domingo – Etapa Final: Centro - Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart , 551)


14h (sala 400) – Plenária da Rede Juventudes de Porto Alegre e apresentação das organizações, Oficinas de Graffiti e Vídeo

16h (pátio da Usina) – Shows: Os Dionísios, Revolução RS, Maracatu Truvão

O projeto "Requebrando a Consciência! – pensando a cidade, mudando o mundo" é uma realização das JMC's – Jovens Multiplicadoras de Cidadania (ONG Themis – Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero), do Grupo Atitude! – protagonismo juvenil e da Rede Juventudes de Porto Alegre – uma articulação de organizações de juventudes da cidade. Foi conquistado através da participação ativa e resistente no Orçamento Participativo de Porto Alegre – Temática de Cultura, sendo uma das únicas demandas destas organizações a ser atendidas pela Prefeitura de Porto Alegre.

Os encontros realizados nas comunidades do Morro da Cruz (02/08), da Restinga (23/08) e da Bom Jesus (14/09) foram extremamente importantes para o empoderamento das juventudes e para a experimentação da autonomia das organizações locais. O encontro final pretende ser um momento de compartilhamento de saberes, trocas de experiências, expressão das diversidades, avaliação do processo e indicação de novos desafios.

O projeto pretende contribuir no processo de transformação social, considerando as juventudes como sujeitos sociais estratégicos que, apesar de suas singularidades, têm os mesmos direitos de exercício da cidadania, do livre pensar e expressar.

Para tanto, pretende-se construir uma ação coletiva que venha a estimular pensamentos críticos em relação às inúmeras dimensões da existência em sociedade. Repensar a realidade através de elementos significativos nas redes de relações das juventudes, sendo as atividades marcadas pela expressão das diversidades, bem como pelo diálogo sobre as desigualdades.

Pretende-se provocar o olhar das juventudes sobre sua cidade, entendendo esta como espaço social, econômico, político e cultural de produção e reprodução de relações e subjetividades. A cidade como troca, mas também como negação. Como criação, ao mesmo tempo como imposição. Busca-se uma percepção da cidade enquanto singularidade, mas também como elemento constitutivo de uma totalidade hoje entrelaçada por novas territorialidades, lógicas e direções mundializadas e unilaterais. Pensar a humanidade em suas riquezas e possibilidades mais amplas, apesar de, contraditoriamente, hoje imbricada por relações de exploração, dominação, intolerância, padronização, individualismo, consumismo, normatização, negação de direitos, utilitarismo, irresponsabilidade ambiental e demais violências...

Falamos de contradições, mas buscamos novas sínteses.

Desta forma, romper com perspectivas padronizadas é pensar em cultura e, portanto, em diversidade. É pensar nas diferenças, mas nas linhas tênues que as transformam em desigualdades. O espaço da troca deve conter a infinidade de significados, de afetos, de desejos múltiplos. Pensar em uma nova sociedade é pensar em uma nova cultura, mas também preservar a bagagem cultural de cada povo, de cada grupo, de cada sujeito. Aprender, criar, preservar e refazer.

 

Um dos desafios é, portanto, pensar, expressar, criar, propor e articular mecanismos alternativos, democráticos, libertários e contra-hegemônicos de fruição das diversidades de jovens da cidade, radicalizando assim as possibilidades de empoderamento, protagonismo juvenil, autonomia e cidadania.

Como somos singulares, mas também somos o todo, vamos pensando a cidade, mudando o mundo. Vamos Requebrando a Consciência!

Posted in Eventos . Comment: (0). Trackbacks:(0). Permalink

A Flor da Palavra – Curitiba, 29 de Novembro de 2008

cmipoa | 06 November, 2008 09:22

Dia 29 de novembro, na cidade de Curitiba no Paraná, acontecerá o evento chamado A Flor da Palavra. O evento, inspirado nos Zapatistas indo para sua 9º edição, engloba uma série de atividades como oficinas, mesas de debates e exposição, assim como trocas de experiências entre os participantes.

Em cada edição da Flor da Palavra as metodologias e resultados foram diferentes, já que sempre se construiu os eventos em cima de uma realidade local, mas sempre com um enfoque comum: a luta pela autonomia dos povos e troca de impressões e experiências através da comunicação gerando em conseqüência disso a informação e politização. A Flor da Palavra nasce da necessidade de criar uma rede de solidariedade e comunicação entre movimentos sociais, comunidades, organizações populares e demais indivíduos que se pautem pela busca de alternativas ao capitalismo e seus mecanismos de dominação que segregam e exploram parte da sociedade a favor do aumento desenfreado de seus lucros.

Entre outras atividades previstas para esta edição estão: Bate-papo com integrantes do Movimento Passe Livre, conversa com o pesquisador Alexander Hilsenbeck Filho, exibição do documentário Zapatistas da Big Noise Film, e lançamento do livro "Nem No Centro, Nem Na Periferia" com os últimos comunicados da Selva Lacandona. Confira!

Material para Impressão com Programação provisória:


Posted in Eventos . Comment: (0). Trackbacks:(0). Permalink

Okupar é resistir

cmipoa | 31 October, 2008 17:13

Originário da contra-cultura dos anos 60, o movimento squatter ganhou o mundo com seus ideais de solidariedade e afronta aos valores do sistema capitalista.

 Por Adriano Belisári, Revista de História da Biblioteca Nacional

Símbolo do Movimento OkupaEm toda grande cidade, o abandono de imóveis contrasta com a massa de desalojados. Enquanto sem-tetos buscam abrigo pelas ruas, proprietários mantêm suas posses vazias com a esperança de vendê-las no futuro por um preço vantajoso. Geralmente ignorada pelo poder público, a especulação imobiliária não passa desapercebida pelos squatters. Nascido na contra-cultura européia dos anos 60, este movimento ocupa espaços urbanos ociosos para neles construir verdadeiros centros de resistência cultural.

Formado basicamente por anarquistas, punks, hippies e comunistas, o movimento squatter luta contra aquilo que os pesquisadores chamam de gentrificação. Trata-se de um processo de enobrecimento dos espaços urbanos, que ocorre principalmente em pontos centrais das cidades. A gentrificação ocasiona a remoção dos moradores de áreas consideradas degradadas em prol da recuperação econômica do local.

Squat Casa da Montanha em BarcelonaPor sua vez, os squatters promovem outro tipo de revitalização. Após limpar o prédio abandonado, eles instalam serviços básicos, através de "puxadinhos" de água, luz e gás. No entanto, a ocupação só é completa quando o local passa a ser sede de atividades culturais, como a instalação de bibliotecas, mostras de teatro e poesia e rádios clandestinas. Eis, então, um autêntico squat. A legalidade de seu funcionamento varia de acordo com a legislação do país. Enquanto em muitas regiões a prática é considerada ilegal, na Holanda, por exemplo, prédios abandonados por longos períodos podem ser ocupados sem problemas judiciais.

Os squatters também são conhecidos como okupas. Entre eles, o termo "ocupação" é grafado com K para diferenciar suas intervenções das outras, marcando o caráter políticos de seus atos. A letra remete ainda à cultura punk, que, ao lado do anarquismo, forneceu as diretrizes básicas do movimento squatter. As ocupações são feitas em regime de autogestão, sem chefes ou líderes. Para os squatters, a construção de um espaço alternativo baseado em princípios de solidariedade e respeito mútuo é uma forma de resistir ao pensamento capitalista, centrado nas noções de propriedade privada e na massificação cultural.

Fundos do Squat Teimosia em Porto AlegrePara quem acredita que anarquia é sinônimo de bagunça, não faltam exemplos de organização squatter para provar o contrário. Em Londres, ficou famoso o caso do Squat 121 Center, que após 18 anos de existência foi desativado em 1999. Nele, entre outras atividades, os okupas realizavam ações de amparo à população pobre da cidade. Em relato à Revista Dynamite, Kuru, brasileiro ex-membro do squat inglês, afirma que o grupo era formado em grande maioria por revolucionários e pessoas ligadas à causa ecológica. "A gente ia aos lixos atrás dos supermercados e feiras. Pegávamos tudo o que eles não queriam mais. Era muita comida. Às vezes cozinhávamos para quase 100 pessoas", conta.

Pesquisador da Universidade do Estado de Santa Catarina, Cleber Rudy estuda o movimento squatter e é autor de artigos sobre o tema. Em entrevista concedida ao site da Revista História da Biblioteca Nacional, Cleber comenta a atuação destes grupos no Brasil.


Adriano Belisári - Na década de 60, surgiu na Holanda o movimento Kraker, que possuía atuação bastante semelhante aos squatters. Qual a sua influência na construção dos squats?
Cleber Rudy: A política squatter é fundamentada no movimento punk-anarquista, compondo uma espécie de simbiose squatter-punk. A máxima holandesa dos anos 80, "um punk é um squatter e vice-versa", ainda que de forma amena, é também seguida no Brasil. Neste sentido, apesar dos squatters brasileiro não agregarem os dispositivos de resistência (rádios clandestinas, revistas, livrarias, advogados especializados, etc) utilizados nas ocupações dos krakers, este movimento holandês tornou-se um forte referencial de luta para os ativistas nacionais. Por exemplo, em Curitiba, o squat Payoll mantinha uma distribuidora de livros e de outros produtos chamada Kraakers, em homenagem ao movimento dos anarquistas sem-teto de Amsterdã.


Manifestação Squatter em São PauloAB – Os squatters surgiram no Brasil na década de 90. Antes disso, há registro de grupos que promoviam a ocupação sistemática de imóveis abandonados?
Cleber: Antes disso, o que se pode constatar são alternativas comunitárias que tinham como peculiaridade o perímetro rural, embasadas em princípios ecológicos ou esotéricos e envolvidas pela contracultura hippie. Todavia, os squatters voltaram-se para as áreas urbanas, optando por permanecer nas cidades e buscando soluções ali mesmo, já que eram compostos por punks (outro movimento urbano) motivados por perspectivas anarquistas. Eles buscavam saídas diante da especulação imobiliária, defendendo novas maneiras de pensar e agir como forma de resistência à organização capitalista da vida urbana, principalmente nos grandes centros. 


AB – Quais os principais grupos ainda existentes no Brasil? Como suas atividades são vistas pela mídia e pelo poder público?
Cleber: Existem espaços que ainda resistem. Em Atibaia, interior de São Paulo, há a Casa Reciclada. Na periferia de Curitiba, temos a Kaazaa, um dos espaços mais antigos no Brasil, que já completou 13 anos de ocupação. Em Blumenau, há o Corcel Negro. Em Porto Alegre, a Kasa de Kultura. É muito raro a grande mídia dar cobertura a estes movimentos e à trajetória destas experiências. Isto praticamente só ocorre durante as ações de despejo. Todavia, os squatters possuem seus próprios dispositivos de comunicação e divulgação, como os zines, pequenos jornais feitos de forma artesanal e com uma tiragem reduzida. Eles intercambiam informações entre grupos nacionais e internacionais, relatando atividades e organizando encontros de confraternização entre okupas.

Como o movimento squatter se coloca na contra-mão do estabelecido ao desafiar interesses imobiliários e políticas urbanas, o poder público tende a se mostrar hostil a tais iniciativas, não vendo distinções entre espaços ocupados com finalidade de atuarem como centros culturais e lugares usados como refugio para uso de drogas e depósito de furtos. Desta forma, o poder público acaba implementando uma legislação, como a efetivada em Curitiba em 1997, para sancionar o "lacramento completo de portas e janelas, proibindo a entrada de desconhecidos" em imóveis abandonados, visando, neste exemplo, coibir o squat Payoll.


AB – Além dos zines, a militância squatter utiliza também as novas tecnologias como forma de divulgar suas atividades?
Cleber: No caso do Movimento Squatter no Brasil, há ainda um certo receio na utilização de tais meios como um veículo de propaganda em favor da causa okupa. Aparentemente, tal desconfiança parece estar ligada a uma precaução face à represália policial, já que o ato de okupar implica em litígios jurídicos que revelam as dicotomias entre o direito à vida e o direito à propriedade, em situações em que se contempla um maior respeito ao direito de propriedade.

AB – Além dos embates com o poder público, os squatters enfrentam outros tipos de ataque?
Cleber: A causa squatter é abraçada grandemente por anarco-punks, ou seja, jovens que além de seguirem a cultura punk buscam na política anarquista um mote de embate social em defesa da liberdade, da igualdade e contra o capital, valendo-se da autogestão e da solidariedade. Do outro lado do cenário urbano há os skinheads, por exemplo. Trata-se de um grupo influenciado por ideologias nazi-fascistas. São grupos amparados em perspectivas de luta opostas.

Na defesa de um modelo social conservador, os skinheads praticam ações violentas contra segmentos questionadores destes princípios, entre os quais os squatters. Para se ter uma idéia dos embates entre squatters e skinheads, o squat Payoll de Curitiba foi alvo de duas bombas caseiras em 1998. Um de seus membros foi ainda esfaqueado nas redondezas da ocupação.

Saiba mais:
Advisory Service for Squatters - Serviço de apoio ao movimento squatter

Posted in Na Luta! . Comment: (0). Trackbacks:(0). Permalink

Cartaz e slogan da 54ª Feira do Livro viram motivos de piada entre leitores

cmipoa | 31 October, 2008 15:50

Por Alexandre Lalekla - CMI POA

O cartaz publicitário da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, edição 2008 tem causado reações diversas entre os leitores. Assinado por uma agência de publicidade denominada Matriz, traz como imagem principal uma casa de elite formada por muitos livros empilhados, com chaminé, colunatas e varandas superiores, no melhor estilo norteamericano/vitoriano lembrando os cenários de filmes como o "E o Vento Levou". 

Além da falta de criatividade e síndrome de colonizado passivo evidentes, o cartaz tem sido motivo de risadas para alguns que relacionam sua imagem com a origem da mega crise financeira: o crédito fácil baseado na hipoteca de casas nos Estados Unidos.  O comerciário Marcos de 23 anos,  afirma que o cartaz é o mais feio em anos. "Mostra essa casa sem graça que não tem nada a ver com a nossa região e que parece ter sido hipotecada várias vezes, tanto que as pessoas estão do lado de fora".

Ler enriquece?!

Seu slogan não fica atrás. "Ler enriquece". "Enriquece quem?!" pergunta a estudante Carina de 17 anos. "Com o preço que estão os livros no Brasil, só pode ser os editores de livros, só eles para morar numa casa daquelas". A estudante que frequenta a Feira do Livro desde 2004, afirma que este ano não comprará nenhum livro nas bancas da feira. "Só vou à feira para escolher os que quero ler, depois em casa e procuro os mesmos livros com preços mais baixos ou faço o download de graça pela internet". Carina diz ainda que não gosta da situação em que os editores colocam os leitores brasileiros: "eles acham que a gente é imbecil, querem ficar ricos nas nossas costas". 

Posted in General . Comment: (0). Trackbacks:(0). Permalink

1 2 3 4  Next»